terça-feira, 10 de janeiro de 2017

5S - Não, não é o Iphone...

A pratica metodológica do 5S, surge no Japão em 1950, pós segunda guerra mundial. O desperdício necessitava ser erradicado, já que o país vivia em recessão pós-guerra.
São 5 palavras que definem a metodologia, que se iniciam com a letra S, por isso a denominação.

"1) SEIRI – Senso de UtilizaçãoSignifica utilizar materiais, ferramentas, equipamentos, dados, etc. com equilíbrio e bom senso. Onde é realizado o descarte ou realocação de tudo aquilo considerado dispensável para realização das atividades. Os resultados da aplicação do Senso de Utilização são imediatamente evidenciados.
  • Ganho de espaço
  • Facilidade de limpeza e manutenção
  • Melhor controle dos estoques
  • Redução de custos
  • Preparação do ambiente para aplicação dos demais conceitos de 5S
2) SEITON – Senso de OrganizaçãoO senso de organização pode ser interpretado como a importância de se ter todas as coisas disponíveis de maneira que possam ser acessadas e utilizadas imediatamente. Para isto devem-se fixar padrões e utilizar algumas ferramentas bem simples como painéis, etiquetas, estantes, etc. Tudo deve estar bem próximo do local de uso e cada objeto deve ter seu local específico. Podemos identificar como resultados do senso de organização:
  • Economia de tempo;
  • Facilidade na localização das ferramentas;
  • Redução de pontos inseguros.
3) SEISO – Senso de LimpezaA tradução para a palavra Seiketsu é limpeza. Este senso define a importância de eliminar a sujeira, resíduos ou mesmo objetos estranhos ou desnecessários ao ambiente. Trata-se de manter o aceio do piso, armários, gavetas, estantes, etc. O senso de limpeza pode ir além do aspecto físico, abrangendo também o relacionamento pessoal onde se preserva um ambiente de trabalho onde impere a transparência, honestidade, franqueza e o respeito. A aplicação do senso de limpeza traz como resultado:
  • Ambiente saudável e agradável;
  • Redução da possibilidade de acidentes;
  • Melhor conservação de ferramentas e equipamentos;
  • Melhoria no relacionamento interpessoal.
4) SEIKETSU – Senso de Padronização e SaúdeO senso de padronização é traduzido na fixação de padrões de cores, formas, iluminação, localização, placas, etc. Como abrange também o conceito de saúde, é importante que sejam verificados o estado dos banheiros, refeitórios, salas de trabalho, etc. afim de que sejam identificados problemas que afetam a saúde dos colaboradores como os problemas ergonômicos, de iluminação, ventilação, etc. Este senso tem como principal finalidade manter os 3 primeiros S’ (seleção, ordenação e limpeza) de forma que eles não se percam. Podem-se evidenciar como principais resultados da aplicação deste conceito:
  • Facilidade de localização e identificação dos objetos e ferramentas;
  • Equilíbrio físico e mental;
  • Melhoria de áreas comuns (banheiros, refeitórios, etc);
  • Melhoria nas condições de segurança.
5) SHITSUKE – Senso de Disciplina ou AutodisciplinaA última etapa do programa 5S é definida pelo cumprimento e comprometimento pessoal para com as etapas anteriores. Este senso é composto pelos padrões éticos e morais de cada indivíduo. Esta etapa estará sendo de fato executada quando os indivíduos passam a fazer o que precisa ser feito mesmo quando não há a vigilância geralmente feita pela chefia ou quando estendem estes conceitos para a vida pessoal demonstrando seu total envolvimento. Diante de um ambiente autodisciplinado a cerca dos princípios 5S é possível que se tenha:
  • Melhor qualidade, produtividade e segurança no trabalho;
  • Trabalho diário agradável;
  • Melhoria nas relações humanas;
  • Valorização do ser humano;
  • Cumprimento dos procedimentos operacionais e administrativos; "
Uma das principais multinacionais do ramo das bebidas, a Ambev, utiliza em todas as suas praticas a metodologia 5S, demonstrando a sua eficacia in loco. O método ficou tão famoso que existem até dietas para emagrecimento que carregam suas características.
Fonte - http://www.sobreadministracao.com/o-que-e-a-metodologia-5s-e-como-ela-e-utilizada/

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domingo, 18 de dezembro de 2016

Sucesso na Gestão de Projetos e o "Outro Lado"

Alcançar o sucesso na Gestão de Projetos não é uma tarefa fácil, um projeto bem executado é aquele que se conclui alcançando o seu objetivo, com o custo e tempo previstos, ou menor. Mas cada um desses três fatores estão em interdependência, CUSTO - TEMPO - ESCOPO, chamada de tríplice restrição são três variáveis que giram em torno de uma quarta, a qualidade do projeto, que é diretamente afetada pelo bom balanceamento das outras três. Então alcançar o sucesso em um projeto, tem tudo a ver em alcançar o sucesso na gestão do mesmo, em conseguir equilibrar e saber lidar com os fatores implicantes que rodeiam o processo de execução.
Não adianta um escopo muito bem planejado, se os custos sobem a cada erro cometido, ou o tempo de entrega se excede, ou escopo e tempo respeitados, se os custos excedem o acordado, não há sucesso em um projeto sem esses três itens em harmonia e quase que perfeita execução.
Lembrando também que um projeto é algo único, não existe um molde, ou repetição de atividades já pré-estabelecidas (processo), para a boa execução do mesmo, o uso das metodologias e conhecimentos aplicáveis que determinam a boa execução ou não.

É nesse ponto, em que entra o próprio Gestor de Projetos, é de suma importância alguém que conheça o escopo, o prazo, os custos e ativos e a equipe para a boa realização do Projeto. É necessário também que esse profissional seja detentor de conhecimentos que serão aplicados no decorrer da construção do objetivo final, porque são as atitudes que ele irá tomar mediante desacertos e desencontros, que irão moldar o final do empreendimento. São exemplos de atitudes que o Gestor de Projetos pode tomar, tanto paliativas, remediativas ou preventivas: conhecer o corpo da equipe, seus defeitos e qualidades, para saber lidar com o “sujeito” de forma mais efetiva; saber e trabalhar com as margens de custo, até onde pode gastar e onde pode economizar, diminuindo ou mantendo o inicial. O Gerente de Projetos é também responsável pela comunicação interna, filtrar e passar informações entre a equipe, e externa, cliente e equipe, fornecedor e terceiros. Sendo responsável por essa instância as chances de ocorrerem erros na troca de informações é muito menor ou no mínimo controlada, evitando assim que alguma das três instâncias da tríplice obtenha falha.

Um exemplo vívido de falha de projeto, para os baianos principalmente, é a Linha 1 do metrô de Salvador. Um trecho relativamente curto, são somente 12 quilômetros de extensão, contra 16 longos anos de construção. Extrapolou o cronograma, e custou muito mais aos cofres públicos do que deveria, em referência à extensão x tempo, é a obra mais demorada do país. Os problemas são os mais diversos, técnicos/operacionais, administrativos e políticos.
Erros no estudo de solo, licitações viciadas e comunicação empresa x governo ruidosa, foram alguns dos empecilhos que contribuíram para o atraso da conclusão.

Outro mega empreendimento que falhou “miseravelmente” foi a Transposição do Rio São Francisco, começada em 2005, a transposição só chegou em sua reta final agora em 2016, com 90,5% de conclusão física. Muitos foram os empecilhos encontrados, uma das maiores foi uma falha geológica que foi a causa de um dos maiores aumentos do custo da obra e revisão do contrato para aumento do prazo. O preço inicial foi de R$4,9 bilhões e hoje já está em R$5,6 bilhões, aumento expressivo que põe a mega construção dentro de uma falha absurda na Gerência de Projetos.

Exemplos de sucesso não faltam para ilustrar e engrandecer a boa prática da Gestão de Projetos, conhecimentos de práticas empresariais alinhados a boa relação interpessoal é quase que meio caminho andado para um bom gestor, alinhado a uma boa equipe e um cliente direto e decisivo as chances de um projeto ser bem sucedido são altíssimas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

2ª Semana - 10 mandamentos da Gestão de Projetos

Segunda semana finalizada, assisti alguns dos vídeos do Veduca. Achei um pouco monótonos, porém o conteúdo é passado de forma direta e concreta, fiz algumas anotações que acredito serem importantes para um futuro próximo. 
Peregrinando pela internet encontrei um site que lista os 10 mandamentos para a gestão de projetos, e me senti na obrigação de postar aqui, como curiosidade da semana! 


"Os 10 mandamentos do gerenciamento de projetos

I - Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas ("deliverables") alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.
II - Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem - se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.
III - Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.
IV - Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.
V - Não consumirás tua equipe. O 'burnout', ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe - não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito "sempre os mesmos" - pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.
VI - Buscarás apoio externo quando necessário. Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.
VII - Darás poder às tuas equipes. Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.
VIII - Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos. Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.
IX - Reconhecerás o sucesso. Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento - seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente - fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.
X - Não tolerarás gambiarras. Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.
Estes são os mandamentos da gestão de projetos segundo James Kerr"

Fonte: http://efetividade.net/2007/09/gerenciamento-de-projetos-os-10-mandamentos.html 

Pra essa semana é só, na próxima espero ter absorvido mais conteúdo e compartilharei os resumos que fiz do vídeo do Veduca. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gestão de Projetos e o Blog

Começo o blog com uma breve explicação a cerca do que é a Gestão de Projetos, e para que serve.
Primeiramente devemos saber o que é um projeto, e do que ele é consistido. Segundo o dicionário projeto é: 1. Plano, intento, desígnio; , ou seja, o planejamento daquilo que será feito, de como aquilo será feito, e onde aquilo será feito. 

Segundo o "manual" da GP, o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), projeto é:  é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único e exclusivo. Um projeto consiste de etapas, e é realizado em etapas:

 Inicio - Iniciação
 Meio - Planejamento, execução, monitoramento e controle
 Fim - Encerramento e conferência de metas

Sabendo o que é um projeto, a compreensão do que é a Gestão de Projetos torna-se muito mais fácil, ou quase isso. Gerir um projeto é aplicar conhecimentos matemáticos, administrativos, tecnológicos e sociais, para garantir a boa execução de um projeto. A visão holística, tão comentada atualmente é característica imprescindível de quem for exercer a função/cargo de gestor de projetos.

Deste blog pode se esperar notícias, ferramentas, reflexões e até estudos de caso, o weekly report será estendido para uma plataforma mais coloquial e amigável. 

Até a próxima!