domingo, 18 de dezembro de 2016

Sucesso na Gestão de Projetos e o "Outro Lado"

Alcançar o sucesso na Gestão de Projetos não é uma tarefa fácil, um projeto bem executado é aquele que se conclui alcançando o seu objetivo, com o custo e tempo previstos, ou menor. Mas cada um desses três fatores estão em interdependência, CUSTO - TEMPO - ESCOPO, chamada de tríplice restrição são três variáveis que giram em torno de uma quarta, a qualidade do projeto, que é diretamente afetada pelo bom balanceamento das outras três. Então alcançar o sucesso em um projeto, tem tudo a ver em alcançar o sucesso na gestão do mesmo, em conseguir equilibrar e saber lidar com os fatores implicantes que rodeiam o processo de execução.
Não adianta um escopo muito bem planejado, se os custos sobem a cada erro cometido, ou o tempo de entrega se excede, ou escopo e tempo respeitados, se os custos excedem o acordado, não há sucesso em um projeto sem esses três itens em harmonia e quase que perfeita execução.
Lembrando também que um projeto é algo único, não existe um molde, ou repetição de atividades já pré-estabelecidas (processo), para a boa execução do mesmo, o uso das metodologias e conhecimentos aplicáveis que determinam a boa execução ou não.

É nesse ponto, em que entra o próprio Gestor de Projetos, é de suma importância alguém que conheça o escopo, o prazo, os custos e ativos e a equipe para a boa realização do Projeto. É necessário também que esse profissional seja detentor de conhecimentos que serão aplicados no decorrer da construção do objetivo final, porque são as atitudes que ele irá tomar mediante desacertos e desencontros, que irão moldar o final do empreendimento. São exemplos de atitudes que o Gestor de Projetos pode tomar, tanto paliativas, remediativas ou preventivas: conhecer o corpo da equipe, seus defeitos e qualidades, para saber lidar com o “sujeito” de forma mais efetiva; saber e trabalhar com as margens de custo, até onde pode gastar e onde pode economizar, diminuindo ou mantendo o inicial. O Gerente de Projetos é também responsável pela comunicação interna, filtrar e passar informações entre a equipe, e externa, cliente e equipe, fornecedor e terceiros. Sendo responsável por essa instância as chances de ocorrerem erros na troca de informações é muito menor ou no mínimo controlada, evitando assim que alguma das três instâncias da tríplice obtenha falha.

Um exemplo vívido de falha de projeto, para os baianos principalmente, é a Linha 1 do metrô de Salvador. Um trecho relativamente curto, são somente 12 quilômetros de extensão, contra 16 longos anos de construção. Extrapolou o cronograma, e custou muito mais aos cofres públicos do que deveria, em referência à extensão x tempo, é a obra mais demorada do país. Os problemas são os mais diversos, técnicos/operacionais, administrativos e políticos.
Erros no estudo de solo, licitações viciadas e comunicação empresa x governo ruidosa, foram alguns dos empecilhos que contribuíram para o atraso da conclusão.

Outro mega empreendimento que falhou “miseravelmente” foi a Transposição do Rio São Francisco, começada em 2005, a transposição só chegou em sua reta final agora em 2016, com 90,5% de conclusão física. Muitos foram os empecilhos encontrados, uma das maiores foi uma falha geológica que foi a causa de um dos maiores aumentos do custo da obra e revisão do contrato para aumento do prazo. O preço inicial foi de R$4,9 bilhões e hoje já está em R$5,6 bilhões, aumento expressivo que põe a mega construção dentro de uma falha absurda na Gerência de Projetos.

Exemplos de sucesso não faltam para ilustrar e engrandecer a boa prática da Gestão de Projetos, conhecimentos de práticas empresariais alinhados a boa relação interpessoal é quase que meio caminho andado para um bom gestor, alinhado a uma boa equipe e um cliente direto e decisivo as chances de um projeto ser bem sucedido são altíssimas.

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